terça-feira, 02 de junho de 2026
Foto: Reprodução
A popularização da inteligência artificial tem impulsionado um novo tipo de golpe digital: a criação de falsos médicos e especialistas para divulgar informações enganosas sobre saúde nas redes sociais. Os conteúdos prometem curas rápidas e tratamentos milagrosos sem qualquer comprovação científica, alcançando milhões de pessoas e gerando lucro para seus criadores.
Os vídeos circulam principalmente no TikTok, Instagram, Facebook e YouTube. Em muitos casos, personagens criados por inteligência artificial aparecem vestidos com jalecos, em ambientes que simulam consultórios e utilizando linguagem técnica para transmitir credibilidade ao público.
Um dos casos identificados envolveu um suposto médico que recomendava o consumo de suco de batata como tratamento para gastrite, azia e até infecção pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori). O vídeo ultrapassou 2,2 milhões de visualizações antes de ser removido da plataforma. Em outra publicação, um personagem afirmava que uma mistura caseira seria capaz de curar catarata, embora especialistas apontem a cirurgia como o único tratamento eficaz para a doença.
Estratégia aposta na confiança do público
Os conteúdos seguem um padrão semelhante. Os personagens criados por IA falam de forma didática, apresentam supostas explicações científicas e utilizam elementos visuais que remetem à área da saúde para conquistar a confiança dos usuários.
Muitas vezes, os vídeos misturam informações verdadeiras com afirmações falsas ou sem comprovação, tornando mais difícil para o público identificar a desinformação. O objetivo é convencer as pessoas a seguir orientações inadequadas ou adquirir produtos divulgados nos conteúdos.
Além dos falsos médicos, a estratégia também inclui animações e personagens virtuais que representam órgãos do corpo humano, criando formatos variados para aumentar o alcance e o engajamento nas plataformas.
Riscos à saúde
Especialistas alertam que esse tipo de conteúdo pode representar sérios riscos à saúde pública. Ao acreditar em promessas de cura sem respaldo científico, muitas pessoas podem adiar diagnósticos, abandonar tratamentos recomendados por profissionais ou adotar práticas ineficazes e até prejudiciais.
O crescimento desse fenômeno reforça a importância de buscar informações em fontes confiáveis e consultar profissionais habilitados antes de iniciar qualquer tratamento de saúde.
*Com informações Mais Goiás
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