terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Uma denúncia feita nas redes sociais trouxe à tona um suposto caso de assédio envolvendo um adolescente de 13 anos, atleta de futebol de base, durante a participação em um campeonato realizado no interior de São Paulo. O jovem teria ficado alojado em espaços utilizados por atletas convidados ligados ao Atlético-GO.
O relato foi divulgado pela empresária Camila Marques, de 34 anos, madrasta do adolescente. Segundo ela, o menino, morador do Rio de Janeiro, viajou após convite para disputar a competição, e a família teria arcado integralmente com despesas de transporte, alimentação e estadia.
De acordo com a denúncia, o episódio considerado mais grave ocorreu em um segundo alojamento improvisado, instalado em um salão paroquial. Durante a madrugada, um homem adulto, que se apresentou como cozinheiro, teria seguido o adolescente até o banheiro e iniciado uma conversa considerada inadequada. Assustado, o jovem teria se trancado em uma das cabines e gravado cerca de sete minutos de áudio, sem que o adulto percebesse.
Segundo a madrasta, o menino permaneceu no local por algum tempo antes de retornar ao alojamento. Ela afirma ainda que, posteriormente, o adolescente teria sido orientado por um homem que se apresentou como dirigente a não comentar o ocorrido, o que foi interpretado pela família como uma tentativa de intimidação.
O relato também cita um episódio anterior envolvendo um motorista do ônibus oficial da delegação, que teria entrado de madrugada no alojamento coletivo fumando e gritando, causando confusão entre crianças e responsáveis.
Após retornar ao Rio de Janeiro, o adolescente contou os fatos à família e apresentou o áudio gravado. A madrasta afirma que, além desse material, a família possui vídeos e mensagens que devem ser apresentados às autoridades. O caso foi registrado na polícia e segue sob investigação. A família informou ainda que pretende adotar medidas judiciais e cobra providências dos clubes e organizadores de competições de base.
Em nota, o Atlético Clube Goianiense informou que tomou conhecimento das denúncias e reafirmou repúdio a qualquer forma de assédio moral ou sexual contra crianças e adolescentes. O clube explicou que o convite ao atleta partiu de uma escolinha franqueada, cujo responsável legal estaria presente durante a competição.
O Atlético-GO destacou que não possui ingerência administrativa direta sobre a gestão das unidades franqueadas, mas afirmou exigir padrões rigorosos de cuidado, segurança e respeito no trato com menores de idade. O clube informou ainda que designou o vice-presidente executivo e profissionais do Departamento de Psicologia para acolher a família e acompanhar a apuração dos fatos.
Segundo a nota, os episódios relatados teriam ocorrido fora das dependências do clube, em alojamentos disponibilizados pela organização do torneio. Ainda assim, o Atlético-GO afirmou que irá colaborar com as autoridades competentes para o esclarecimento do caso.
Com informações de Mais Goiás.
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