quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Foto: Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou, nesta terça-feira (31), a primeira reunião ministerial de 2026 e aproveitou o encontro para se despedir dos ministros que deixarão o governo para disputar as eleições de outubro. Durante o evento, ele também confirmou que Geraldo Alckmin será novamente candidato a vice-presidente da República.
Na reunião, Lula fez críticas ao atual cenário político e afirmou que a política, em muitos casos, deixou de ser uma atividade pública para se tornar um negócio. Segundo ele, o alto custo das campanhas eleitorais compromete a seriedade do sistema.
“Hoje, ainda tem muita gente séria, mas a verdade é que em muitos casos a política virou negócio. Os cargos têm um preço muito alto”, disse. O presidente citou ainda relatos de que campanhas para deputado federal podem ultrapassar R$ 50 milhões. “Se isso for verdade, nós chegamos ao fim de qualquer seriedade na política brasileira”, completou.
Lula também avaliou que há responsabilidade coletiva na falta de mudanças no cenário político. Para ele, a ausência de enfrentamento de problemas contribui para a degradação de instituições.
Saída de ministros para disputa eleitoral
De acordo com o presidente, pelo menos 18 dos 37 ministros do governo devem deixar seus cargos para concorrer nas eleições deste ano. Entre eles está o próprio vice-presidente Geraldo Alckmin, que também ocupa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A legislação permite que presidente e vice disputem a reeleição sem necessidade de renunciar aos cargos. Já ministros e outros ocupantes de funções públicas precisam deixar os postos até seis meses antes do pleito — neste ano, o prazo final é 4 de abril.
Sem novos nomes no ministério
Durante a reunião, Lula afirmou que não pretende nomear novos ministros para substituir os que sairão. As funções deverão ser assumidas por integrantes da própria equipe, como secretários-executivos.
O presidente citou como exemplo a substituição no Ministério da Fazenda, que passou a ser comandado pelo então secretário-executivo após a saída do titular.
“Temos confiança na equipe que vocês montaram. Temos muita coisa para concluir até 31 de dezembro, e a obrigação de quem vai ficar é garantir que a máquina continue funcionando, sem paralisia”, afirmou.
Lula reforçou ainda que não pretende promover grandes mudanças na estrutura do governo neste momento final de mandato. “Não dá para começar um novo ministério faltando nove meses para terminar o nosso mandato”, concluiu.
Com informações de Agência Brasil.
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