sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Foto: Reprodução
Um advogado de 33 anos foi preso na noite desta quarta-feira (5), suspeito de envolvimento na morte do próprio filho, de apenas 3 anos, em Palmas, no Tocantins. A madrasta da criança, de 23 anos, também foi presa durante a ação.
Segundo a Polícia Civil do Tocantins, o casal é investigado pelos crimes de homicídio qualificado e tortura. Laudos produzidos pela Polícia Científica apontaram que a criança apresentava diversas lesões na cabeça e em outras regiões do corpo, consideradas compatíveis com agressões repetidas e atos de tortura.
A perícia também identificou ferimentos na região anal da vítima. Até o momento, porém, os exames não apontaram indícios de abuso sexual por meio de relação sexual. Conforme a investigação, a suspeita é de que as lesões tenham sido provocadas com a utilização de um instrumento durante as agressões.
Em relação à madrasta, a investigação apura uma possível responsabilização por omissão, uma vez que ela também estava entre os responsáveis pelos cuidados da criança durante o período em que o menino permanecia com o pai.
Perícia contesta versão sobre afogamento
Ainda conforme a Polícia Civil, a perícia concluiu que a criança morreu no domingo (2). O resultado contraria a versão apresentada inicialmente pelo pai, segundo a qual o menino teria morrido apenas na segunda-feira (3), em decorrência de um suposto afogamento.
Os exames periciais indicaram que a causa da morte não seria compatível com a versão inicialmente relatada.
Após o cumprimento dos mandados de prisão, pai e madrasta foram encaminhados à Unidade Penal de Palmas, onde permanecem à disposição da Justiça.
Mãe afirma que convivência com o pai era determinada pela Justiça
A defesa da mãe da criança divulgou uma nota nas redes sociais afirmando que a convivência do menino com o pai havia sido regulamentada judicialmente.
Segundo a manifestação, o descumprimento do regime estabelecido poderia gerar consequências judiciais, incluindo alegação de alienação parental. A defesa informou ainda que pretende se pronunciar posteriormente sobre um suposto contexto de violência doméstica vivido pela mãe antes da morte da criança.
A defesa do pai informou à TV Anhanguera que ele se apresentou voluntariamente às autoridades e afirmou que, em razão do sigilo da investigação, não comentaria aspectos específicos do caso neste momento.
Já a defesa da madrasta afirmou que ela também se apresentou espontaneamente após a decisão judicial. Os advogados informaram que pretendem pedir a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares ou prisão domiciliar, alegando que ela é mãe de um bebê de cinco meses.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Tocantins.
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