sábado, 24 de outubro de 2026
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a 14 anos de prisão Aildo Francisco Lima, acusado de participar dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e de realizar uma transmissão ao vivo sentado na cadeira do ministro Alexandre de Moraes, dentro da sede da Corte.
Aildo foi condenado por cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. O episódio ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo em que ele aparece ocupando a cadeira do ministro e fazendo comentários durante a invasão.
Durante o processo, a defesa questionou a autenticidade do vídeo, alegando que o material analisado não corresponderia à versão original. No entanto, em depoimento à Polícia Federal, o réu negou ter publicado o vídeo nas redes sociais, mas reconheceu ser o autor da gravação.
Aildo Francisco Lima foi preso preventivamente em 27 de setembro de 2023, em Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo, durante uma operação da Polícia Federal. A prisão foi mantida por unanimidade pela Primeira Turma do STF em junho de 2024.
Em abril deste ano, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, impondo medidas cautelares rigorosas. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de acesso às redes sociais, de contato com outros investigados pelos atos de 8 de janeiro, de conceder entrevistas e de receber visitas, exceto de advogados e familiares.
Com a condenação, o caso se soma às decisões do STF que vêm responsabilizando criminalmente os envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, ocorridos em Brasília.
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