sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Foto: Reprodução
Um homem de 24 anos foi preso preventivamente suspeito de envolvimento na morte da própria irmã, Poliana dos Santos Gonçalves, de 31 anos, em Machadinho D’Oeste, Rondônia. Após a morte da mulher, ele chegou a publicar vídeos nas redes sociais chorando e lamentando a perda da irmã.
Poliana foi encontrada morta dentro de casa em março deste ano. A vítima estava com as mãos e pernas amarradas, os olhos vendados e apresentava várias perfurações provocadas por objeto cortante. O celular e a motocicleta dela não estavam no imóvel.
O caso é investigado pela Polícia Civil como latrocínio, roubo seguido de morte. A suspeita é de que os envolvidos procuravam dinheiro, ouro e outros bens na residência.
O irmão da vítima, João Vitor dos Santos Gonçalves, foi preso preventivamente na quinta-feira (24), em Jaru. Segundo informações divulgadas sobre a investigação, foi ele quem inicialmente comunicou o caso à polícia depois de ser informado por colegas de trabalho de Poliana que ela não havia comparecido ao plantão.
Na ocasião, João Vitor afirmou que foi até a residência da irmã, encontrou a porta dos fundos aberta e localizou Poliana morta no quarto.
Depois do crime, João Vitor publicou vídeos nas redes sociais lamentando a morte da irmã. Em uma das gravações, ele aparece chorando e afirma: “Confio em Cristo”.
O homem também publicou uma homenagem em que se referiu a Poliana como “irmã, amiga, confidente e parceira de guerra”.
Enquanto as manifestações eram publicadas, a Polícia Civil avançava nas investigações para identificar os envolvidos no crime.
Entre os elementos analisados estão impressões digitais encontradas na residência, imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas, exames periciais e movimentações financeiras.
Os investigadores também apuraram o uso do chip do celular de Poliana depois da morte e tentativas de acesso às contas digitais da vítima. Uma transferência bancária de R$ 3 mil também entrou na investigação.
Ao todo, cinco pessoas foram identificadas como suspeitas de participação no crime. Três estão presas preventivamente, incluindo João Vitor, enquanto outras duas morreram durante o período das investigações.
Apesar da prisão do irmão, a Polícia Civil não detalhou publicamente qual teria sido a participação específica dele no crime.
O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público de Rondônia, que deverá analisar o material produzido durante a investigação e adotar as medidas cabíveis.
Fontes: Mais Goiás, G1.
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