terça-feira, 27 de outubro de 2026
Parlamentares da base governista buscam aprovar, nos últimos dois meses de 2026, projetos de interesse do Executivo antes da nova composição do Congresso, incluindo a PEC da Segurança Pública e a indicação de ministro do STF.
Foto: Senado Federal / Wikimedia (CC BY 2.0)
Parlamentares alinhados ao governo federal intensificam a pressão para que, nos dois últimos meses de 2026, sejam aprovadas no Congresso Nacional as principais pautas de interesse do Executivo.
A estratégia governista visa antecipar a tramitação de projetos antes da posse da nova legislatura, eleita nas últimas eleições. O plano tem como objetivo manter Hugo Motta e Davi Alcolumbe à frente da direção do Legislativo, ambos atuantes na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública já está pronta para ser votada no plenário do Senado. Caso aprovada, a medida autoriza a criação do Ministério da Segurança Pública, ampliando a estrutura do governo federal na área de combate ao crime.
Além da PEC, aliados do governo buscam indicar um novo nome para ocupar vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex?presidente do Senado Rodrigo Pacheco aparece entre os nomes cogitados pelos parlamentares.
Parlamentares também discutem alterações fiscais para o Orçamento de 2027, bem como propostas sobre a redução da maioridade penal e a reforma do sistema eleitoral. Esses temas são analisados como parte do conjunto de medidas que o Executivo pretende concluir antes da nova composição do Congresso.
Em discurso sobre a Constituição e a oposição no Congresso, o presidente Lula ressaltou a necessidade de aproveitar o período restante de 2026 para avançar nas reformas prometidas durante a campanha. Parlamentares da base do presidente avaliam que as pautas podem enfrentar maior resistência na nova legislatura.
Integrantes do Centrão, por sua vez, manifestam interesse em discutir, além das questões já citadas, a diminuição da maioridade penal e a possibilidade de uma reforma do Judiciário, buscando influenciar o debate legislativo.
Segundo um líder da base governista, o governo Lula será dividido em, no mínimo, dois momentos: o primeiro, que se iniciou nesta semana, se estenderá até 4 de janeiro de 2027, um dia antes da posse do novo mandato. "Ele [Lula] tem que fazer coisas que não conseguirá fazer com facilidade na próxima legislatura, tem que cumprir promessas agora. Pilotar o controle das Casas Legislativas", afirmou o dirigente.
Fonte: G1 Política.
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