terça-feira, 24 de março de 2026
A TV Globo está cobrando uma multa de R$ 1,5 milhão do ex-participante Pedro Henrique Espíndola por quebra de cláusulas contratuais após sua saída do Big Brother Brasil 26. O caso ganhou novos desdobramentos depois que o contrato firmado entre as partes vazou na internet.
Pedro Espíndola deixou o reality em janeiro e, posteriormente, entrou na Justiça contra a emissora, pedindo uma indenização de R$ 4,2 milhões por danos morais e materiais. Em resposta, a Globo notificou os representantes do ex-BBB e reforçou que a multa prevista em contrato deve ser cumprida.
De acordo com o documento, a divulgação de informações confidenciais configura infração grave. A cláusula de confidencialidade tem caráter permanente, ou seja, continua válida mesmo após o fim do vínculo com o programa. A emissora sustenta que o vazamento do contrato viola diretamente esse acordo.
O processo tramita na Justiça do Paraná, e a Globo tem prazo de 15 dias para apresentar sua defesa.
Com o avanço da ação, detalhes antes sigilosos vieram à tona. Segundo os documentos, participantes anônimos do reality — conhecidos como “pipocas” — recebem R$ 10,5 mil em parcela única, além de R$ 500 por semana de permanência no programa.
Caso o participante deixe o reality antes de completar sete dias, o valor é pago de forma proporcional. O contrato também prevê um pagamento de R$ 100 mil caso o participante se torne tema de um documentário produzido pela emissora.
Outro ponto destacado é que não há remuneração direta pelas ações publicitárias exibidas dentro do programa. Os ganhos com publicidade ocorrem apenas por meio de contratos externos para redes sociais, que são administradas pela própria Globo.
O vínculo contratual é válido até o fim de julho, podendo ser encerrado antecipadamente, sem custos, até o fim de maio, mediante acordo entre as partes. Durante esse período, os participantes também não podem conceder entrevistas sem autorização da emissora.
Pedro Espíndola deixou o programa no dia 18 de janeiro após tentar beijar à força a participante Jordana Morais dentro da casa. O episódio levou à abertura de investigação pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
No início de fevereiro, ele foi indiciado por suspeita de importunação sexual. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, que analisou imagens do programa.
Agora, além da disputa judicial com a Globo, Pedro também enfrenta desdobramentos na esfera criminal.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.