sexta-feira, 04 de abril de 2025
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Um caso ocorrido em uma escola particular de São Luís–MA causou indignação nas redes sociais ao expor como o preconceito com profissões e o racismo podem se manifestar ainda na infância. Gustavo, um menino negro de apenas nove anos, foi alvo de chacota ao receber dos colegas uma “carteira de trabalho” fictícia, onde constavam informações como o cargo de “pedreiro civil”, salário de “R$ 50,25 por mês” e “jornada de 18 horas diárias”. Desde então, passou a ser chamado de “CLT” pelos colegas de turma.
O pai do garoto, Ismael Filho, usou as redes sociais para relatar o ocorrido e refletir sobre o episódio. “Crianças de 8, 9 anos. Pequenas demais para terem desenvolvido sozinhas esse desprezo tão afinado por trabalho, por direitos, por quem constrói – literal e simbolicamente – o mundo onde vivem”, escreveu. “Isso não nasceu com elas. Alguém ensinou.”
A publicação criticou a forma como a sociedade tem naturalizado o desprezo por determinadas profissões, associando-as à inferioridade. Para Ismael, o episódio é mais do que bullying: é um cruzamento entre racismo, destruição da consciência de classe e desvalorização do trabalho.
O texto também relembrou a luta histórica por direitos trabalhistas, ressaltando que hoje esses temas viraram motivo de piada entre crianças. “O riso dessas crianças é o eco de um mundo que ensinou a elas que umas vidas valem mais que outras.”
A publicação ganhou força nas redes sociais, sendo amplamente compartilhada. Em uma entrevista ao jornal local Imirante, Ismael agradeceu o apoio e deixou um alerta: “Peço aos pais que conversem mais com os seus filhos, que participem da vida digital deles. Do contrário, teremos uma sociedade altamente perigosa num futuro próximo.”
A reflexão termina com uma frase potente: “O problema é que pobre consciente é igual rachadura em prédio velho: pode até cobrir, mas cedo ou tarde aparece.” A imagem que acompanhou o desabafo mostra o pequeno Gustavo sentado na estrada, tocando violão — uma cena singela, mas carregada de significado.
Com informações de Mais Goiás.
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