segunda-feira, 15 de junho de 2026

Brasil

Funcionários presos por morte em salto sem corda dizem não saber o que aconteceu

POR Thais Cabral | 15/06/2026
Funcionários presos por morte em salto sem corda dizem não saber o que aconteceu

Foto: Reprodução

A

A morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping em Cordeirópolis (SP), ganhou novos desdobramentos após a divulgação dos depoimentos dos funcionários presos pelo caso. As informações foram exibidas pelo Fantástico neste domingo (14).

 

Maria Eduarda morreu após ser lançada de uma ponte sem estar conectada à corda de segurança. Vídeos gravados por testemunhas mostram o momento em que a jovem é erguida pelos instrutores e arremessada, enquanto o equipamento de proteção permanece sem estar preso ao seu corpo.

 

Em depoimento à Polícia Civil, um dos presos afirmou que a empresa cobrava R$ 180 por salto e que não existia uma divisão fixa de responsabilidades entre os integrantes da equipe. Segundo ele, a instalação e a conferência dos equipamentos eram feitas de forma compartilhada pelos instrutores.

 

“Às vezes a gente tipo assim não coloca, outro confere, outro confere, outro coloca. Às vezes um faz, o outro vem, vê se tá certo. Era mais ou menos isso”, disse.

 

Ao ser questionado sobre quem era o responsável por instalar a corda de segurança ou realizar a checagem final antes do salto de Maria Eduarda, o funcionário declarou que não se lembrava.

 

Outro instrutor preso relatou que também participava da conferência dos equipamentos, mas afirmou não recordar se realizou a verificação no momento do salto da estudante.

 

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de provocar a morte, mesmo sem a intenção direta de matar. Dos seis responsáveis pelo evento, três permanecem presos. Eles são justamente os instrutores que ergueram e lançaram a jovem da ponte.

 

De acordo com a defesa dos investigados, os três estão abalados emocionalmente e não conseguem explicar como ocorreu a falha que resultou na morte da estudante.

 

A polícia também apura o desaparecimento de uma câmera que estaria com Maria Eduarda no momento do salto. O equipamento não foi localizado até o momento.

 

O corpo da jovem foi sepultado neste domingo (14), em Jandira, na Grande São Paulo.

Jornal Somos

Jornal Somos

Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.

COMPARTILHE: