sábado, 24 de outubro de 2026
Foto: Reprodução Agência Brasil
A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou nesta quinta-feira (8/5) uma ação judicial pedindo o bloqueio de R$ 2,56 bilhões em bens de 12 entidades acusadas de fraudar descontos em aposentadorias do INSS. A iniciativa faz parte de uma operação conjunta com a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou um esquema considerado sofisticado de corrupção envolvendo associações de fachada e pagamento de propina a servidores.
Apesar disso, quatro entidades inicialmente investigadas ficaram de fora da ação cautelar: Contag, Sindnapi, Conafer e ABCB/Amar Brasil. A exclusão gerou repercussão, especialmente por envolvimento de figuras próximas ao presidente Lula (PT). O Sindnapi, por exemplo, tem como vice-presidente o irmão do presidente, Frei Chico. Já a Contag é presidida por Aristides Veras, irmão do deputado petista Carlos Veras.
Segundo a AGU, a seleção das 12 entidades-alvo foi baseada em indícios mais fortes de irregularidades, como a criação de instituições apenas para aplicar os golpes e uso de "laranjas" em suas estruturas. Também foram consideradas suspeitas de pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos para autorizar descontos fraudulentos em benefícios de aposentados.
Na coletiva de imprensa, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que o esquema foi montado durante o governo Bolsonaro e está sendo combatido agora pela atual gestão. Ele classificou as entidades como parte de uma "organização criminosa sofisticada".
A Justiça Federal deve analisar os pedidos da AGU, que incluem também a quebra de sigilo bancário e fiscal, apreensão de passaportes e suspensão das atividades dessas entidades.
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