sábado, 24 de outubro de 2026
Redação Jornal Somos
Uma variedade de feijão desenvolvida pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) é capaz de resistir à uma doença bacteriana quarentenária. Essa capacidade foi obtida com o melhoramento genético preventivo, que estuda doenças e pragas de alto risco antes que elas cheguem ao país. O resultado foi a criação do primeiro feijão carioca brasileiro resistente ao crestamento bacteriano aureolado (Pseudomonas syringae pv. Phaseolicola).
A doença ainda não existe no Brasil, mas já é amplamente difundida pelo mundo e está presente nos países vizinhos, como a Argentina, o Chile, o Peru, a Colômbia e a Venezuela. A pesquisa que desenvolveu o feijão resistente recebeu o apoio da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
“A pesquisa foi realizada utilizando a seleção assistida por marcadores moleculares aplicados ao genoma do feijoeiro. Nesse caso, foram utilizados marcadores SSR (Simple Sequence Repeat), que atestaram a presença dos dois genes de resistência após o avanço de gerações, via retrocruzamento, com a cultivar BRS Estilo. Esses genes apresentam ação dominante e conferem resistência a oito das noves raças conhecidas da bactéria”, informou Paula Torga, pesquisadora da Embrapa e uma das coordenadoras do trabalho.
Agora, o próximo passo do estudo é a validação desta resistência incorporada à BRS Estilo, onde deverá a variedade deverá ser exposta ao contato direto com a doença, o que será realizado fora do Brasil para não colocar em risco as lavouras do país. Os testes vão ser efetuados em parceria com instituições de pesquisa internacionais, que irão realizar a prova final em ambiente controlado de casa de vegetação e em campo.
(Com informações da Faeg/Senar)
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