quinta-feira, 03 de abril de 2025
Foto: reprodução Amo o Direito
Uma recente atualização do ChatGPT reacendeu discussões sobre ética e direitos autorais no uso de inteligência artificial na arte. A polêmica começou quando usuários passaram a criar imagens em estilos artísticos específicos, incluindo o traço do Studio Ghibli — conhecido por animações como A Viagem de Chihiro e Meu Amigo Totoro.
A novidade gerou preocupação entre ilustradores e profissionais da indústria criativa. Para muitos, permitir a reprodução de estilos artísticos por IA, sem autorização dos artistas originais, representa uma ameaça à valorização da arte feita por humanos. As críticas giram em torno da ética e da autoria das obras geradas a partir de comandos automatizados.
Em resposta à repercussão, a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, se manifestou por meio da porta-voz Taya Christianson. Ela afirmou que a empresa implementou barreiras para evitar a cópia direta do estilo de artistas individuais, mas reforçou que o objetivo é oferecer “liberdade criativa” aos usuários. A declaração, no entanto, não acalmou os ânimos de quem defende a proteção do trabalho autoral.
O Studio Ghibli também se posicionou oficialmente, reafirmando seu compromisso com a valorização do trabalho artístico humano. O estúdio destacou que suas obras são fruto de anos de dedicação, criatividade e sensibilidade — algo que, segundo eles, “não pode ser replicado por máquinas”.
O debate mostra que a presença da inteligência artificial na arte está longe de um consenso e promete gerar novas discussões à medida que a tecnologia avança.
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