quinta-feira, 03 de abril de 2025
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Instituições representativas das Polícias Militares, Civis e Federais divulgaram um manifesto, nesta quinta-feira (20), em repúdio às declarações do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. A ocorrência ocorreu após o ministro afirmar, durante um evento público, que “a polícia prende mal” e que, por essa razão, “o Judiciário solta”.
A fala, que repercutiu nacionalmente, foi considerada ofensiva pelas entidades de segurança, que acusam o ministro de desconhecer a realidade das forças policiais e deslegitimar o trabalho de milhares de profissionais da área.
No documento publicado Manifesto à Nação, seis entidades — entre elas a Federação Nacional das Entidades Militares Estaduais (FENEME) e a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (ADEPOL) — classificam a declaração como “absurda”, “desprovida de embasamento” e “ofensiva à honra dos policiais”.
“O Brasil tem um Ministro da Justiça absolutamente alheio e desqualificado para o tema da segurança pública”, afirma um dos trechos do manifesto.
As entidades apontam que as declarações do ministro reforçam “narrativas invejadas” e promovem uma polarização política que prejudica o trabalho das forças de segurança. Segundo o texto, o ministério tem ignorado programas importantes de gestão anterior e optado por medidas com “impacto midiático”, em vez de ações concretas.
Além disso, o manifesto faz críticas diretas à condução da política nacional de segurança pública e rejeita a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Segurança Pública, defendida por Lewandowski. Para os signatários, a proposta é “redundante, inepta e cria mais problemas institucionais”.
O texto ainda cita o histórico do ministro em relação à liberação de presos por meio das audiências de custódia e critica a falta de iniciativas estruturais durante sua gestão. Muito duro, as entidades convidaram Lewandowski para visitar os túmulos de policiais mortos em serviço, como forma de reflexão sobre o peso de suas declarações.
“Ofendem indelevelmente a honra dos policiais deste país”, conclui o documento.
O manifesto foi assinado pela FENEME, ANERMB, ADEPOL do Brasil, FENADEPOL, FENDEPOL e AMEBRASIL.
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