quinta-feira, 11 de junho de 2026
O fenômeno climático El Niño voltou a se estabelecer no Oceano Pacífico Equatorial e pode ganhar força ao longo dos próximos meses, com possibilidade de alcançar intensidade forte ou até muito forte durante a primavera austral de 2026. A confirmação foi divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
Além da NOAA, diversos centros meteorológicos internacionais também apontam para o retorno do fenômeno, entre eles a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o Centro Climático da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APCC), o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), o Departamento de Meteorologia da Austrália (BoM) e a Organização Meteorológica Mundial (WMO). A análise é semelhante à divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) nesta semana.
Os dados mais recentes mostram que o índice Niño 3.4 atingiu +0,7°C na primeira semana de junho, valor suficiente para caracterizar oficialmente as condições de El Niño. Outros indicadores também registraram aquecimento significativo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, reforçando a consolidação do fenômeno.
As projeções do conjunto de modelos climáticos North American Multi-Model Ensemble (NMME) indicam que o El Niño deve continuar se fortalecendo até o verão de 2026/2027. Segundo os especialistas, existe 63% de probabilidade de que o fenômeno alcance a categoria de El Niño muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, podendo figurar entre os eventos mais intensos já registrados desde 1950.
Historicamente, episódios de El Niño provocam alterações significativas no regime de chuvas em diversas regiões do país. Nas regiões Norte e Nordeste, o fenômeno costuma estar associado à redução das precipitações, aumentando o risco de estiagens, queda da umidade do solo e impactos sobre os recursos hídricos.
Já na Região Sul, a tendência é de chuvas acima da média, elevando as chances de temporais, alagamentos, enchentes e cheias de rios.
O INMET ressalta, entretanto, que os impactos não ocorrem de forma uniforme em todo o território nacional. Ainda assim, quanto maior a intensidade do El Niño, maior tende a ser sua influência sobre os padrões climáticos, afetando temperaturas e volumes de chuva em diferentes regiões do Brasil.
O instituto informou que continuará monitorando continuamente as condições do Oceano Pacífico Equatorial e acompanhando as previsões dos principais centros meteorológicos internacionais para avaliar a evolução do fenômeno e seus possíveis reflexos sobre o clima brasileiro.
Com informações de Inmet.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.