quarta-feira, 25 de março de 2026
Fenômeno climático pode repetir impactos registrados em 2024, com risco de enchentes e eventos extremos
A possível volta do El Niño no segundo semestre de 2026 já preocupa especialistas e autoridades. A previsão indica que o fenômeno pode ter intensidade semelhante à registrada em 2024, quando fortes chuvas provocaram enchentes no Rio Grande do Sul.
De acordo com análises climáticas, o cenário deve trazer aumento das temperaturas em todo o Brasil, além de efeitos distintos entre as regiões. Enquanto o Sul pode enfrentar volumes elevados de chuva, o Centro-Oeste e o Sudeste tendem a registrar períodos mais quentes e secos, o que aumenta o risco de queimadas.
O alerta ganhou força após a divulgação de um boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que aponta uma transição rápida para o fenômeno, com intensidade ao menos moderada.
Segundo o meteorologista Piter Scheuer, os primeiros impactos devem ser sentidos já a partir de junho, especialmente na região Sul. A expectativa é de maior frequência de frentes frias e sistemas de baixa pressão, o que favorece a ocorrência de temporais.
“As pancadas de chuva, os temporais e as tempestades tendem a ser mais intensos nesse período”, explica o especialista.
Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná devem registrar chuvas acima da média, principalmente durante o inverno. A configuração completa do El Niño deve ocorrer entre junho e agosto, com possibilidade de influência já no fim de maio.
Com esse cenário, aumenta o risco de eventos extremos, como alagamentos, enxurradas, enchentes e tempestades frequentes. Também há possibilidade de formação de ciclones associados às condições atmosféricas mais instáveis.
Ainda conforme o meteorologista, o inverno de 2026 deve fugir do padrão tradicional. A estação tende a ser mais úmida e quente, com menor duração de períodos de frio intenso.
“Pode até ocorrer geada em um dia, mas no seguinte já volta a chover”, destaca.
A previsão reforça a necessidade de atenção, principalmente nas regiões mais vulneráveis a eventos climáticos extremos.
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