terça-feira, 06 de outubro de 2026
A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) foi denunciada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) por suposta transfobia e violência política de gênero contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL). A representação foi apresentada pela deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL) na segunda-feira (5).
A denúncia foi encaminhada ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MPSP e tem como base uma publicação feita por Campopiano nas redes sociais após o resultado das eleições de domingo (4).
Na postagem, a parlamentar eleita chamou Erika Hilton de “homem biológico” e questionou: “como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo?”.
Eduarda Campopiano foi a candidata mais votada para deputada estadual em São Paulo, com 1.956.238 votos. Já Erika Hilton foi reeleita deputada federal com 1.596.472 votos, terminando na segunda colocação na disputa para a Câmara dos Deputados no estado. O mais votado foi Lucas Pavanato (PL), com 3.038.438 votos.
Na representação, Sofia Favero sustenta que a publicação pode configurar transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero. O documento argumenta que o ataque foi direcionado à identidade de gênero de uma mulher que exerce mandato eletivo.
Com isso, a deputada eleita pelo PSOL pede que o Ministério Público adote providências para a abertura de investigação e eventual responsabilização de Campopiano.
Procurados pela CNN, Eduarda Campopiano, Erika Hilton e o Ministério Público de São Paulo não haviam se manifestado até a publicação da reportagem.
Quem é Eduarda Campopiano
Maria Eduarda Campopiano Monteiro tem 23 anos e foi eleita deputada estadual com mais de 1,9 milhão de votos, tornando-se a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026.
Natural de Campinas, ela ganhou projeção nas redes sociais a partir de 2021 e chegou a atuar como comentarista do programa “Linha de Frente”, da Jovem Pan.
Em 2024, Campopiano foi eleita vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, com 3.589 votos. Filiada ao PL, mantém posicionamento de oposição à esquerda e a pautas progressistas. Entre as bandeiras defendidas pela parlamentar estão posições contrárias ao aborto. Nas redes sociais, ela também se apresenta como “inimiga número um das feministas”.
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