quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026
A defesa do adolescente suspeito de envolvimento nos maus-tratos contra o cão Orelha divulgou um vídeo que, segundo os advogados, mostra o animal vivo e andando pela região da Praia Brava, em Florianópolis (SC), horas depois do horário apontado pela polícia como sendo o momento das agressões. A defesa nega a participação do jovem no caso.
Nas imagens apresentadas, é possível ver um cachorro preto, que seria Orelha, revirando o lixo no canto inferior direito do vídeo por volta das 7h do dia 4 de janeiro. De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, as agressões teriam ocorrido por volta das 5h30 da mesma data.
Para a defesa, o registro em vídeo enfraquece as provas reunidas pela investigação e contradiz a linha adotada pela polícia até o momento. Já a Polícia Civil informou que o inquérito foi concluído na última terça-feira (3) e encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário para as providências cabíveis.
A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA). As equipes solicitaram a internação do adolescente flagrado por uma câmera de segurança instalada na entrada da Praia Brava, alegando a gravidade do ato, medida que, no sistema adulto, seria equivalente à prisão preventiva.
No entanto, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a internação só pode ser aplicada em atos infracionais que envolvam violência ou grave ameaça contra pessoas. O artigo 122 do estatuto não prevê essa medida em casos envolvendo animais.
O caso segue sob análise das autoridades competentes, que agora avaliam o material apresentado pela defesa e os elementos reunidos ao longo da investigação.
Com informações de CNN Brasil.
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