quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e sessão termina em confusão entre parlamentares

POR Marcos Paulo dos Santos | 26/02/2026
CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e sessão termina em confusão entre parlamentares

Foto: TV Senado

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A votação ocorreu de forma simbólica e, logo após o resultado, a sessão foi interrompida em meio a uma confusão entre deputados.

 

Os parlamentares Rogério Corrêa (PT-MG) e Alencar Santana (PT-SP), ambos da base governista, se dirigiram ao relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL), contestando a condução dos trabalhos. A discussão evoluiu para empurra-empurra, envolvendo também deputados da oposição, como Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). Durante o tumulto, houve troca de acusações e tentativa de separação entre os envolvidos.

 

Luiz Lima publicou um vídeo nas redes sociais afirmando ter sido atingido no rosto por Rogério Corrêa durante a confusão. Até o momento, não houve manifestação do parlamentar citado. A reportagem será atualizada caso haja posicionamento.

 

A quebra de sigilo foi solicitada pelo relator Alfredo Gaspar, que também pediu a elaboração de relatórios de inteligência financeira. Lulinha é mencionado em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a deflagrarem, em 18 de dezembro de 2025, uma nova fase da Operação Sem Desconto.

 

A investigação apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados que teria prejudicado milhões de aposentados e pensionistas. De acordo com mensagens extraídas pela PF do celular de um dos investigados, há referência ao repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz”, expressão que, segundo os investigadores, faria alusão a Lulinha.

 

Durante a 32ª reunião da CPMI, o colegiado também aprovou outros 86 requerimentos. Entre eles, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e a convocação de novas testemunhas, como o ex-executivo e sócio da instituição financeira Augusto Ferreira Lima.

 

Também foram aprovadas convocações do ex-deputado federal André Luis Dantas Ferreira, da empresária Danielle Miranda Fontelles e de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), entre outros nomes.

 

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