quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Lideranças de caminhoneiros decidiram não realizar paralisação após assembleia realizada na tarde de quinta-feira (19), no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos (SP). A decisão foi tomada após reunião com representantes de diversas associações da categoria.
Apesar da insatisfação com o aumento do diesel e os baixos valores dos fretes, entidades como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o próprio Sindicam optaram por não deflagrar greve neste momento. A estratégia, segundo as lideranças, é manter o diálogo com autoridades e acompanhar a evolução dos preços dos combustíveis.
A possibilidade de paralisação chegou a gerar preocupação no governo federal, especialmente pelo histórico recente de mobilizações que impactaram o abastecimento em todo o país, sobretudo em períodos sensíveis.
De acordo com representantes do setor, o principal ponto de tensão continua sendo o preço do diesel, que tem reduzido a margem de lucro dos caminhoneiros e pressionado a categoria.
Em resposta às demandas, o governo federal publicou, também na quinta-feira (19), a Medida Provisória nº 1.343/2026. A proposta visa endurecer a fiscalização do piso mínimo do frete e ampliar a proteção aos profissionais do transporte rodoviário de cargas.
A nova regra altera a Lei nº 13.703/2018 e passa a exigir o Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot) em todas as operações, com detalhamento dos valores pagos e do piso mínimo aplicável. Com isso, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá intensificar a fiscalização e até impedir transportes realizados abaixo do valor mínimo estabelecido.
A medida já está em vigor, mas precisa ser analisada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para continuar válida. Durante esse período, o texto pode ser mantido, alterado ou rejeitado.
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