quinta-feira, 23 de abril de 2026

Brasil

Câmara aprova PL que proíbe termos como “quarto de empregada” em residências

POR Marcos Paulo dos Santos | 23/04/2026
Câmara aprova PL que proíbe termos como “quarto de empregada” em residências
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A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/25, que proíbe o uso de expressões como “quarto de empregada”, “dependência de empregada” e termos semelhantes em projetos arquitetônicos em todo o país.

 

A proposta, conhecida como PLP Preta Rara, tem como objetivo eliminar nomenclaturas consideradas discriminatórias e associadas ao período da escravidão. O texto aprovado é um substitutivo apresentado pela relatora, deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP), ao projeto original da deputada Denise Pessôa (PT-RS).

 

O que muda

 

Uma das principais alterações é que a medida passa a ser obrigatória em todo o território nacional. Enquanto a versão inicial apenas incentivava estados e municípios a criarem regras sobre o tema, o novo texto estabelece a proibição direta dessas expressões.

 

Alcance ampliado

 

Além dos termos mais comuns, o projeto também inclui expressamente “suíte de empregada” e outras denominações semelhantes. A restrição vale para documentos públicos e privados, materiais publicitários e avisos em geral.

 

Segundo a relatora, a ampliação evita que a regra seja burlada com o uso de termos alternativos.

 

Reparação histórica

 

De acordo com a deputada Professora Marcivania, a proposta busca promover uma mudança cultural. Para ela, a retirada dessas expressões representa um passo simbólico e prático na superação de referências históricas ligadas à desigualdade nas relações de trabalho doméstico.

 

Conscientização

 

O texto também prevê que o poder público adote ações de conscientização para reforçar a mudança de linguagem e incentivar novas práticas no setor.

 

Próximos passos

 

O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois disso, segue para votação no plenário da Câmara. Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada também pelo Senado e sancionada pela Presidência da República.

 

Com informações de Agência Câmara.

 

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