quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Foto: Reprodução
A Caixa Econômica Federal decidiu acionar o Tribunal Superior do Trabalho (TST) diante do impasse nas negociações com os funcionários, que estão em greve nacional desde 10 de setembro. A paralisação chegou ao 15º dia nesta quinta-feira (24).
A instituição vai apresentar um pedido de dissídio coletivo, procedimento utilizado quando empresa e trabalhadores não conseguem chegar a um entendimento sobre questões trabalhistas. A decisão foi tomada após uma tentativa de mediação realizada no TST, nesta quarta-feira (23), terminar sem acordo.
O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de saúde dos funcionários. Os trabalhadores já rejeitaram três propostas apresentadas pelo banco. Na mais recente, a Caixa ampliou de 6,5% para 9% o teto de participação da instituição sobre a folha de pagamento no custeio do plano a partir de 2027.
A proposta também prevê que não haja reajuste das mensalidades em 2026 e que a Caixa assuma o déficit do plano neste ano. Para 2027, porém, estão previstas mudanças nos valores pagos pelos titulares e dependentes.
Segundo representantes dos trabalhadores, os novos custos do plano poderiam comprometer o ganho real obtido no reajuste salarial. A Caixa, por sua vez, afirma que apresentou diferentes propostas ao longo das negociações e incorporou reivindicações feitas pelas entidades representativas.
Com o impasse, caberá agora ao TST analisar o dissídio coletivo. A greve continua por tempo indeterminado enquanto não houver uma definição.
Apesar da paralisação, a Caixa informa que os canais digitais, caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui permanecem disponíveis. Os pagamentos de benefícios sociais também continuam normalmente.
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