quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Foto: Reprodução/Agência Brasil
Em visita a Salvador (BA) para oficializar sua pré-candidatura à presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), se posicionou contra a ideia de federação entre seu partido e o Progressistas (PP). Em entrevista ao portal Terra, Caiado afirmou que a junção das siglas traria mais atritos do que convergências políticas.
“O União Brasil não precisa emprestar hoje a importância dele ser o terceiro maior partido e nem o PP. São dois partidos independentes. Para que você vai criar conflito?”, questionou. Ele ainda citou o exemplo da Bahia, onde, segundo ele, não há pacificação entre as duas legendas: “Está tudo acertadinho? Não. Então você acha que nos outros Estados alguém vai se subordinar ao outro?”
Divergência com Ciro Nogueira
Caiado também rebateu a tese de que a federação poderia comprometer seus planos presidenciais. Ele destacou que, no União Brasil, decisões são tomadas em convenção nacional, e não por vontade individual. A fala contrasta com a posição do presidente do PP, senador Ciro Nogueira, que tem defendido que, caso a federação avance, o grupo apoie Jair Bolsonaro (PL) ou um indicado dele em 2026.
“Como é que a vontade de uma pessoa sobrepõe-se a todas as posições partidárias? [...] Dentro do União Brasil, isso é decidido em convenção nacional”, afirmou Caiado.
Federação em debate
A proposta de federação prevê que os partidos permaneçam unidos por ao menos quatro anos, atuando como uma única legenda no Congresso Nacional. Caso União Brasil e PP concretizem a união, o novo bloco passaria a ter uma das maiores bancadas do país, com 108 deputados federais e 13 senadores.
Porém, o processo ainda depende de aprovação da executiva nacional do União Brasil — e Caiado sinaliza resistência.
Pré-candidatura oficializada
Apesar da tensão interna, Ronaldo Caiado lança oficialmente sua pré-candidatura ao Planalto nesta sexta-feira (4). A expectativa é que o evento conte com a presença de lideranças da sigla, como o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o vice-presidente, ACM Neto.
Se a candidatura for confirmada em 2026, será a segunda vez que o goiano disputará o cargo máximo do Executivo. Em 1989, ele concorreu pela primeira vez à presidência, sendo o mais jovem entre os 22 candidatos e terminando com menos de 1% dos votos.
*Com informações Terra
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