quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Redação Jornal Somos
O presidente Jair Bolsonaro, positivo para Covid-19, voltou a defender, neste sábado (18), o uso da hidroxicloroquina para o tratamento da doença. Em sua fala, ele afirmou que o medicamento é uma alternativa melhor do que o isolamento social no combate à disseminação do novo coronavírus, mesmo após também ter dito, na quarta-feira (15), em transmissão ao vivo, que não há comprovação científica da eficiência da cloroquina e que ele não faz campanha para o remédio e nem o recomenda. (leia mais aqui)
Segundo o presidente, ele é “uma prova viva” do medicamento, frisando que “tem que pensar na economia”, relatando ainda que “não adianta ficar falando em vida, vida, vida, porque isolamento mata”.
“Temos que enfrentar o problema de cabeça erguida. Lamentavelmente, vai morrer gente? Vai morrer gente, lamentavelmente. Não tem como evitar. O objetivo do isolamento é não haver gente se aglomerando na frente de hospitais, sem atendimento. Pelo que me consta, pelo que sei, ninguém morreu por falta de UTI, por falta de respirador”, declarou Bolsonaro, à apoiadores e imprensa, na frente do Palácio da Alvorada.
O chefe do executivo ainda pediu para “não ficar perturbando quem quer tomar” o remédio, afirmando que existe uma “briga ideológica em cima da hidroxicloroquina”, e que “o desemprego, a fome, a miséria e a depressão matam mais que o vírus”.
A utilização da cloroquina como forma de tratamento para o novo vírus não é recomendada pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), que inclusive emitiu, na sexta-feira (17), um informe aos profissionais de saúde afirmando ser “urgente e necessário que a hidroxicloroquina seja abandonada no tratamento de qualquer fase da Covid-19”.
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