terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Brasil

Ar-condicionado pesa na conta, mas uso consciente pode aliviar o bolso no calor

POR Marcos Paulo dos Santos | 20/01/2026
Ar-condicionado pesa na conta, mas uso consciente pode aliviar o bolso no calor
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O ar-condicionado pode ser responsável por até 40% do consumo de energia elétrica em residências durante os períodos mais quentes do ano. Mesmo assim, o equipamento não precisa ser tratado como vilão da conta de luz. Com escolhas corretas e hábitos simples no dia a dia, é possível manter o conforto térmico sem grandes impactos no orçamento doméstico.

 

Especialistas explicam que a tecnologia do aparelho influencia diretamente no consumo. Modelos com sistema inverter, por exemplo, funcionam de forma mais eficiente ao ajustar continuamente a velocidade do compressor, evitando os picos de energia causados pelo liga-desliga dos aparelhos convencionais. Esse tipo de tecnologia pode gerar economia de até 40% no gasto energético em dias de calor intenso.

 

Outro fator que interfere no consumo é a potência do equipamento, medida em BTUs, além do tempo de uso. Um ar-condicionado residencial entre 9 mil e 12 mil BTUs pode consumir, em média, de 15 a 45 quilowatts-hora (kWh) por mês em uso moderado. Já aparelhos mais antigos, sem tecnologia inverter, tendem a gastar mais, especialmente quando a energia elétrica está sob bandeira tarifária vermelha.

 

A atenção ao selo de eficiência energética do Inmetro também faz diferença. Equipamentos classificados com selo A consomem menos energia e ajudam a reduzir o valor final da fatura mensal.

 

Além da escolha do aparelho, pequenos cuidados aumentam a eficiência. Manter portas e janelas fechadas, evitar a entrada direta de sol no ambiente e usar cortinas ou persianas ajudam a preservar a temperatura interna. A manutenção periódica é outro ponto essencial, já que filtros sujos e falta de revisão comprometem o desempenho e elevam o consumo.

 

A regulagem da temperatura também merece atenção. O ideal é manter o ar-condicionado entre 23 °C e 25 °C, faixa que garante conforto térmico, economia de energia e menos impactos à saúde. Temperaturas muito baixas, entre 16 °C e 20 °C, aumentam significativamente o consumo, ressecam o ar e podem causar desconfortos respiratórios.

 

Para o período noturno, a função “sono” é uma aliada importante. Nesse modo, o aparelho ajusta gradualmente a temperatura ao longo da noite, reduzindo o consumo sem prejudicar o conforto. O resultado é uma noite agradável e uma conta de energia mais equilibrada no fim do mês.

 

Com informação, escolha adequada e uso consciente, o ar-condicionado deixa de ser problema e passa a ser aliado nos dias de calor intenso.

 

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