sexta-feira, 04 de abril de 2025
Foto: Agência Brasil
A combinação entre as frequentes ondas de calor e o crescimento econômico, com geração de empregos e aumento da renda, impulsionou a indústria de eletroeletrônicos em 2024, resultando em um crescimento de 29% na comparação com o ano anterior. No total, foram comercializadas 117,7 milhões de unidades de diversos produtos, como geladeiras, televisores, ventiladores e filtros, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros).
O grande destaque foi o ar-condicionado, que bateu um recorde histórico com 5,9 milhões de unidades fabricadas, representando um crescimento de 38% em relação a 2023. Esse avanço fez com que o Brasil subisse da quinta para a segunda posição entre os maiores fabricantes do produto no mundo, ficando atrás apenas da China.
De acordo com Jorge Nascimento, presidente da Eletros, dois fatores principais explicam esse crescimento expressivo: a melhora no cenário econômico e o impacto das mudanças climáticas. "O aumento da geração de empregos, o maior controle da inflação no primeiro semestre do ano passado e a redução da taxa de juros facilitaram a aquisição dos nossos produtos, que costumam ser parcelados. Além disso, o calor intenso fez com que a população buscasse mais conforto e bem-estar", explicou Nascimento após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Palácio do Planalto.
Outro setor que apresentou forte crescimento foi o de televisores, que registrou a maior produção dos últimos 10 anos e a segunda maior da história, com 13,5 milhões de unidades vendidas – um aumento de 22% em relação a 2023. Já a linha branca, que inclui geladeiras, fogões e máquinas de lavar, teve um crescimento de 17% no último ano, alcançando 15,6 milhões de unidades, retomando os níveis pré-pandemia.
Durante o encontro com autoridades do governo, os representantes do setor apresentaram os resultados positivos e reforçaram a necessidade de manter um ambiente econômico favorável para garantir a continuidade desse crescimento. "Se houver o mesmo controle da inflação, ajuste fiscal e manutenção da taxa de juros em patamares acessíveis, esperamos repetir os números de 2024 e, em um cenário mais otimista, crescer 10%", projetou Nascimento.
Atualmente, a Eletros reúne 36 empresas que empregam cerca de 200 mil trabalhadores e representam 3% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria nacional. Para o vice-presidente Geraldo Alckmin, os resultados expressivos da indústria de eletroeletrônicos são motivo de celebração. "Não é só o forno que traz boa notícia, mas também a geladeira, a máquina de lavar e o televisor. Crescer 29% em uma indústria de bens duráveis é algo excepcional no mundo hoje", afirmou.
Com informações de Agência Brasil.
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