sábado, 24 de outubro de 2026
Foto: Reprodução
Maria da Imaculada Conceição, moradora de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, só agora, aos cerca de 70 anos, pôde ter um documento de identidade. Em agosto deste ano, ela recebeu, pela primeira vez, a certidão de nascimento — o registro que oficialmente reconhece sua existência perante o Estado.
Sem saber ao certo o ano de nascimento, estimado em 1957, nem ter informações precisas sobre os pais, Maria viveu toda a vida sem qualquer documento. “Eu nunca tomei uma vacina, nunca tive direito a um auxílio”, contou emocionada.
A conquista só foi possível após a Defensoria Pública do Ceará ingressar com uma ação judicial para a lavratura tardia do registro de nascimento. O pedido foi aceito pela Justiça, e, no dia 12 de agosto, Maria da Imaculada Conceição finalmente recebeu sua certidão — um marco de dignidade e cidadania após sete décadas de invisibilidade.
*Com informações G1
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