terça-feira, 26 de maio de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (26) a primeira caneta emagrecedora desenvolvida no Brasil à base de semaglutida, substância utilizada em medicamentos conhecidos como Ozempic e Wegovy. A novidade promete ampliar o acesso ao tratamento de diabetes tipo 2 e auxiliar no emagrecimento, com expectativa de preços mais baixos no mercado.
O medicamento aprovado é o Ozivy, produzido pela farmacêutica EMS. Apesar de ser chamado popularmente de “genérico do Ozempic”, o produto não é considerado oficialmente um genérico tradicional, já que a legislação brasileira não permite genéricos de medicamentos biológicos.
A principal diferença está na fabricação. Enquanto o Ozempic utiliza uma versão biológica da semaglutida, o novo medicamento nacional é produzido por síntese química, o que pode facilitar a produção em larga escala e reduzir os custos.
A semaglutida atua simulando o hormônio GLP-1, responsável por controlar funções importantes do organismo. O medicamento estimula a produção de insulina no pâncreas, desacelera a digestão no estômago e aumenta a sensação de saciedade no cérebro, ajudando no controle da glicemia e na perda de peso.
Estudos clínicos apontam que o uso contínuo da substância pode proporcionar redução de aproximadamente 17,4% do peso corporal ao longo de 68 semanas.
Segundo a EMS, o preço da caneta nacional deve ficar cerca de 30% abaixo dos medicamentos atualmente disponíveis no mercado. Antes de chegar às farmácias, o produto ainda passará pela definição de preço junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A previsão é que a comercialização comece em até 30 dias.
Além de ampliar o acesso ao tratamento, a expectativa do setor é que a chegada da versão nacional aumente a concorrência, reduza os preços e ajude no combate ao mercado clandestino desses medicamentos, que cresceu nos últimos anos no país.
A Anvisa destacou ainda que a aprovação representa um marco importante para a indústria farmacêutica nacional, devido à complexidade técnica envolvida no desenvolvimento de medicamentos sintéticos à base de semaglutida.
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