sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Foto: Reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do medicamento Mounjaro para o tratamento da obesidade no Brasil. O anúncio foi publicado nesta segunda-feira (9/6) no Diário Oficial da União. Até então, o remédio era indicado apenas para diabetes tipo 2, sendo prescrito de forma “off label” — fora da bula.
Agora, o Mounjaro pode ser oficialmente receitado para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) a partir de 30 ou para aquelas com IMC acima de 27 e que apresentem comorbidades.
O Mounjaro contém a substância tirzepatida, que atua em dois hormônios (GLP-1 e GIP), proporcionando maior controle do apetite, da glicemia e contribuindo para a perda de peso. Segundo a fabricante Eli Lilly, pacientes que usaram o medicamento perderam, em média, 22,8 kg em 72 semanas.
Administrado por injeção semanal, o Mounjaro passa agora a competir diretamente com o Ozempic (semaglutida) no combate à obesidade.
Os valores do medicamento variam conforme a dose, o canal de compra e a participação no programa de fidelidade da fabricante. Confira:
2,5 mg (caixa com quatro canetas):
5 mg (caixa com quatro canetas):
Com a nova aprovação, a inclusão da obesidade na bula também permite que planos de saúde ofereçam reembolso parcial do tratamento — o que antes não era permitido.
A partir de junho, a Anvisa determina que medicamentos dessa categoria exijam receita retida, uma medida para evitar o uso indiscriminado. O Mounjaro terá tarja vermelha, ou seja, só poderá ser vendido com prescrição médica e exige acompanhamento profissional rigoroso.
O uso do medicamento pode causar efeitos colaterais como náuseas, diarreia, tontura, fadiga, refluxo e dor abdominal. Por isso, o acompanhamento médico é essencial, principalmente para pessoas com triglicerídeos elevados ou histórico de pancreatite.
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