segunda-feira, 27 de maio de 2024

Brasil

Aneel estima aumento na tarifa de energia de, em média, 5,6% em 2023

POR Thaynara Morais | 24/11/2022
Aneel estima aumento na tarifa de energia de, em média, 5,6% em 2023

Foto: Natinho Rodrigues

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A tarifa de energia elétrica deve subir 5,6%, em média, no ano de 2023. As informações foram passadas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o grupo de Minas e Energia do governo de transição. Esta foi a primeira reunião entre os diretores da Aneel e a equipe de transição do governo eleito.

 

De acordo com estimativas da Enel o impacto vai variar de acordo com cada distribuidora de energia:

 

  • 7 distribuidoras devem ter reajuste superior a 10%
  • 15 distribuidoras com reajuste entre 5% e 10%
  • 17 distribuidoras devem ter reajuste entre 0% e 5%
  • 13 distribuidoras devem ter reajuste inferior a 0%

 

A diferença entre os percentuais acontece devido aos custos de compra, transmissão e distribuição de energia, que variam de acordo com cada distribuidora, além de eventual crédito tributário que a empresa possa ter direito. Os créditos tributários estão sendo revertidos em favor do consumidor, atenuando os reajustes.

 

A Aneel afirmou que os percentuais de reajuste são estimativas, e que esses números podem mudar até a homologação dos novos índices tarifários.

 

Os reajustes nas tarifas de energia são feitos individualmente pra cada distribuidora. Normalmente, é na data de aniversário do contrato de concessão.

 

Não foram detalhados à equipe de transição os percentuais por tipos de consumidores: conectados em alta tensão (grandes empresas e indústrias) e conectados em baixa tensão (residenciais, rurais e pequenas empresas).

 

Histórico

 

Dados mais recentes da Aneel apontam que, neste ano, o reajuste da tarifa de energia para os consumidores residenciais está, em média, em 10,83%.

 

Os diretores da Aneel também mostraram à equipe de transição que, nos últimos 12 anos, o reajuste no país seguiu, em média, a variação do índice da inflação oficial – medido pelo IPCA.

 

De acordo com a agência, os percentuais entre as regiões têm sido desiguais, pesando mais para consumidores do Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Alta explicada, principalmente, pelos custos de distribuição.

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