quarta-feira, 08 de abril de 2026

Brasil

Amado Batista e BYD entram na “lista suja” do trabalho escravo do MTE

POR Thais Cabral | 08/04/2026
Amado Batista e BYD entram na “lista suja” do trabalho escravo do MTE

Foto: Reprodução/Agência Brasil

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou uma nova atualização do Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, incluindo 169 novos nomes. Com isso, a lista passa a ter 613 empregadores, um aumento de 6,28% em relação à divulgação anterior.

 

Entre os nomes incluídos está a montadora chinesa BYD, instalada em Camaçari (BA), onde constrói sua primeira fábrica de veículos no Brasil, inaugurada em outubro de 2025 com investimento de R$ 5,5 bilhões.

 

A inclusão ocorreu após fiscalizações realizadas entre dezembro de 2024 e maio de 2025, que identificaram 471 trabalhadores chineses trazidos de forma irregular ao país. Desses, 163 foram resgatados em condições análogas à escravidão.

 

Segundo os auditores fiscais, a empresa teve responsabilidade direta na contratação e na vinda desses trabalhadores, que atuavam nas obras da unidade industrial. A investigação apontou que, apesar de contratos com prestadoras de serviço, havia vínculo direto com a montadora.

 

As irregularidades incluem indícios de fraude migratória, além de condições degradantes de trabalho. Os trabalhadores viviam em alojamentos precários, dormindo sem colchões e dividindo espaços com alimentos e ferramentas. Em um dos locais, havia apenas um banheiro para cada 31 pessoas.

 

Também foram constatadas jornadas exaustivas, com pelo menos 10 horas diárias de trabalho e ausência de descanso regular. Em alguns casos, havia restrição de locomoção, sendo necessário autorização até para sair e ir ao mercado.

 

Diante das irregularidades, áreas da obra chegaram a ser interditadas por riscos à segurança. A empresa firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no valor de R$ 40 milhões.

 

Outro caso citado na lista envolve o cantor e empresário Amado Batista, autuado após fiscalização em 2024 por manter trabalhadores em condições semelhantes à escravidão em propriedades rurais. Segundo a assessoria, as irregularidades já foram sanadas após acordo firmado com o MPT.]

 

 

*Com informações Agência Brasil

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