sexta-feira, 23 de outubro de 2026
A água com gás é vista por muitas pessoas como uma alternativa aos refrigerantes e bebidas açucaradas. Mas afinal, ela faz bem para a saúde? A resposta, segundo especialistas, é sim — desde que consumida sem adição de açúcar ou adoçantes.
Sem calorias e livre de açúcares, a água gaseificada pode conter minerais como cálcio, sódio e magnésio, dependendo da sua composição. O médico clínico Raúl Mejía, do Hospital de Clínicas da Argentina, explica que esses minerais são os mesmos encontrados em águas minerais comuns e podem trazer benefícios ao organismo.
A nutricionista Silvina Tasat destaca que a gaseificação ocorre por meio da adição de dióxido de carbono em quantidade adequada ao corpo. Já o portal Medical News Today reforça que, por não conter adoçantes nem aromatizantes artificiais, a bebida é considerada muito mais saudável que refrigerantes e hidrata da mesma forma que a água mineral.
Especialistas afirmam que a água com gás pode auxiliar o sistema digestivo. A nutricionista holística Yael Hasbani explica que o gás estimula os movimentos do abdômen, favorecendo a digestão e ajudando a reduzir a constipação.
Além disso, o efeito borbulhante aumenta a sensação de saciedade, o que pode contribuir para diminuir o apetite, especialmente após refeições mais pesadas.
Quando rica em cálcio e magnésio, a bebida também pode colaborar com a saúde óssea e muscular. O magnésio auxilia no relaxamento dos vasos sanguíneos e no controle da pressão arterial, enquanto o cálcio contribui para o ritmo cardíaco adequado.
Para quem deseja abandonar o consumo de refrigerantes, a água com gás pode ser uma estratégia eficiente. Médicos destacam que ela ajuda a reduzir a ingestão de açúcar e mantém a hidratação em dia.
Uma sugestão para variar o sabor é adicionar fatias de frutas cítricas ou folhas de hortelã, tornando a bebida mais refrescante sem perder seus benefícios.
Apesar das vantagens, a água com gás não é indicada para todos. Pessoas com hérnia de hiato, refluxo gastroesofágico ou úlceras devem evitar o consumo, pois o gás pode intensificar os sintomas.
Há ainda estudos preliminares que sugerem possível aumento da grelina — hormônio ligado à fome —, mas as pesquisas foram realizadas apenas em animais e ainda não são conclusivas em humanos.
A descoberta da água gaseificada aconteceu por acaso, em 1767, pelo cientista britânico Joseph Priestley. Posteriormente, o empresário Johann Jacob Schweppe aperfeiçoou o método e criou a marca Schweppes, hoje conhecida mundialmente.
No fim das contas, especialistas reforçam: a água com gás é segura e pode fazer parte de uma rotina saudável, desde que consumida pura. Mantida sem adição de açúcar ou adoçantes, ela é uma forma eficaz e agradável de manter o corpo hidratado.
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