terça-feira, 21 de julho de 2026
Recém-nascido havia sido declarado morto após uma parada cardiorrespiratória, mas voltou a apresentar sinais vitais antes de ser levado para
A agente funerária Regina Célia Paschoal descreveu como um "susto" e uma "emoção grande" o momento em que percebeu que o bebê Noah Gabriel da Cruz Santos, dado como morto pela Santa Casa de Rio Claro (SP), ainda apresentava sinais vitais.
Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, Regina contou que encontrou o recém-nascido se mexendo dentro do saco utilizado para transportar corpos, que já estava fechado com fitas. Diante da situação, decidiu abrir o invólucro.
"Abri e o neném começou a se mexer mais ainda, fazia um barulho, que ele queria respirar", relatou.
Com 17 anos de profissão, a agente funerária afirmou que jamais havia presenciado uma situação semelhante. "Foi um susto, foi uma emoção grande de ver que a gente foi buscar um morto e estava vivo", disse.
O agente funerário Matheus Batagello, que acompanhava Regina, contou que inicialmente pensou que os movimentos poderiam ser espasmos, mas decidiu acionar imediatamente a equipe do hospital.
"Eu falei para as enfermeiras: 'Preciso que vocês vão lá ver porque ele está mexendo e dando um tipo de soluço, como se estivesse engasgado. Preciso ter certeza'", relembrou.
Após a reavaliação médica, Noah foi readmitido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e voltou a receber cuidados intensivos.
Mãe diz viver um milagre
A mãe do bebê, Letícia Cristina da Cruz Santos, afirmou que ela e o marido chegaram a ver o filho sem vida e com a pele arroxeada. Agora, diz viver um momento de fé e esperança.
"Nós estamos contemplando a grandeza de Deus e admirando nosso guerreiro que continua lutando para ficar bem. Cremos no nosso milagre por completo. Milagre não se explica, se vive", declarou.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Letícia afirmou estar "em êxtase e anestesiada" ao ver o filho novamente reagindo.
Ela também fez questão de afirmar que não houve negligência da equipe médica da Santa Casa.
"Eu vi, inclusive, a hora do acontecido, como a doutora ficou, o quanto ela lutou para tentar reanimar ele", disse.
Entenda o caso
Noah nasceu em 15 de junho e foi internado na UTI Neonatal logo após o parto. O bebê aguardava transferência para um hospital especializado, onde passaria por uma cirurgia, quando apresentou piora no quadro clínico e sofreu uma parada cardiorrespiratória na última quarta-feira (15), data em que completava um mês de vida.
Segundo a Santa Casa de Rio Claro, as manobras de reanimação cardiopulmonar foram realizadas por cerca de 45 minutos, seguindo os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Após as tentativas, o óbito foi declarado.
Cerca de duas horas depois, já durante os procedimentos para liberação do corpo, a equipe da funerária identificou sinais vitais no bebê. Noah foi imediatamente reavaliado pelos médicos, readmitido na UTI Neonatal e voltou a receber tratamento intensivo.
Na sexta-feira (17), o recém-nascido foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da Universidade de São Paulo (USP), conhecido como Centrinho, em Bauru, onde dará continuidade ao tratamento.
O que diz o hospital
Em nota, a Santa Casa de Rio Claro afirmou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos e que não identificou qualquer falha assistencial durante o atendimento.
A instituição informou ainda que a UTI Neonatal conta com equipe especializada e ressaltou que a médica responsável possui 14 anos de experiência em neonatologia.
O hospital reconheceu o impacto do episódio para familiares e profissionais de saúde e classificou o caso como um acontecimento extraordinário, reafirmando o compromisso com a ciência, a ética e a transparência.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.
19/07/2026
Relatório da OMS e do Unicef mostra aumento da vacinação infantil no Brasil
País reduziu de 360 mil para 50 mil o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente, uma queda de cerca de 90%