quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Advogados de Lula e Flávio Bolsonaro acordam suspender ações de pré-campanha e focar no segundo turno

POR | 15/10/2026

Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro chegaram a um acordo para suspender ações referentes à pré-campanha e ao primeiro turno, concentrando esforços nas questões do segundo turno, enquanto debate sobre quando registrar canais de terceiros segue em discussão e pode ser decidido pelo plenário do TSE.

Advogados de Lula e Flávio Bolsonaro acordam suspender ações de pré-campanha e focar no segundo turno

Foto: Reprodução

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Os advogados das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro firmaram um entendimento para suspender determinadas ações relacionadas à pré-campanha e ao primeiro turno, direcionando a atuação dos ministros para as questões do segundo turno. A aprovação final desse acordo está condicionada à validação das coordenações das respectivas campanhas.

 

O assunto principal tratado na reunião foi a definição do momento em que um canal criado por terceiros gera a obrigação de comunicação ao Tribunal Superior Eleitoral. O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, participou da etapa final do encontro.

 

A obrigação de comunicar canais já está prevista na normativa eleitoral, porém ainda não está claro quando a campanha deve registrar um canal que originalmente pertencia a um apoiador, ou seja, quando a conta deixa de ser de terceiro e passa a integrar a estrutura do candidato. Essa indefinição motivou a continuidade das discussões entre as equipes jurídicas.

 

As equipes jurídicas dos dois candidatos ainda se reunirão com as coordenações de campanha para avaliar a viabilidade de estabelecer regras que delimitem o que permanece na conta da campanha e o que fica fora dela. Essa análise buscará definir critérios objetivos para o registro de canais.

 

A controvérsia ganhou destaque após o presidente do TSE, Nunes Marques, determinar a retirada do canal "Exército do Lula", administrado pelo deputado André Janones (PT-MG), exigindo seu registro pela campanha presidencial. Segundo o presidente do tribunal, o registro permitiria a retomada do canal de WhatsApp após prazo de 48 horas.

 

Se as campanhas não chegarem a consenso sobre as métricas e critérios ou não firmarem acordo, a decisão será submetida ao plenário do TSE. Nunes Marques também recebeu queixas dos advogados acerca de ações da Meta e tem reunião agendada com a plataforma nesta quinta-feira, dia 14, para tratar das demandas apresentadas.

 

 

 

Com informacoes de G1 Política.

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