domingo, 25 de outubro de 2026
Foto: Arquivo Pessoal
Um advogado escreveu ofensas racistas contra uma magistrada em um processo que corre na Justiça do Rio de Janeiro. O caso ocorreu após a juíza indeferir um pedido do defensor em um processo. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) emitiu nota repudiando as declarações racistas direcionadas a magistrada.
Em uma petição anexa ao processo, o autor das ofensas diz que a “magistrada afrodescendente com resquícios de senzala e recalque ou memória celular dos açoites” havia indeferido um pedido que ele havia requisitado. Veja o trecho: Em outro trecho, ele diz que “decisões prevaricadoras proferidas por bonecas admoestadas das filhas das Sinhás das casas de engenho”, referindo-se aos posicionamentos da juíza.
As declarações racistas foram direcionadas à juíza Helenice Rangel, titular da 3ª Vara Cível de Campos dos Goytacazes. O advogado José Francisco Abud é o autor das ofensas proferidas no documento. O caso foi encaminhado ao Ministério Público (MPRJ) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ). A medida visa apurar as responsabilidades do advogado nas esferas criminal e disciplinar.
O TJRJ classificou as declarações de Abud como incompatíveis com o respeito necessário às relações institucionais. Em nota, a instituição afirma que as ofensas configuram violação dos princípios éticos e legais da advocacia. O tribunal destacou ainda que o ataque atinge a honra pessoal e profissional da magistrada.
Veja a nota na íntegra:
“O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro repudia as manifestações racistas direcionadas à magistrada Helenice Rangel, titular da 3ª Vara Cível de Campos dos Goytacazes. As declarações proferidas pelo advogado José Francisco Abud são incompatíveis com o respeito exigido nas relações institucionais e configuram evidente violação aos princípios éticos e legais que regem a atividade jurídica. Tal comportamento, além de atingir diretamente a honra pessoal e profissional da magistrada, representa uma grave afronta à dignidade humana e ao exercício democrático da função jurisdicional.
O Tribunal se solidariza com a juíza Helenice Rangel e informa que encaminhou o caso ao Ministério Público e à Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio de Janeiro (OAB/RJ), para apuração rigorosa das responsabilidades nas esferas criminal e disciplinar. Reitera-se o compromisso permanente contra qualquer forma de discriminação ou preconceito, sobretudo o racismo, prática criminosa que deve ser amplamente repudiada e combatida por toda a sociedade.”
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada, da cidade de Rio Verde e região.
24/10/2026
Ouvir música ativa o cérebro, transforma emoções e pode ajudar a regular o humor
Estudos indicam que a audição de músicas mobiliza redes cerebrais corticais e subcorticais, com efeitos sobre humor, frequência cardíaca e liberação de dopamina. A música pode ser uma ferramenta complementar, mas não substitui tratamentos médicos ou psicológicos.
23/10/2026
Anvisa proíbe tiras falsificadas da Accu-Chek Active vendidas na Amazon
A Anvisa determinou a proibição de tiras de glicemia falsificadas da linha Accu-Chek Active comercializadas na Amazon. Pessoas que usam o produto devem verificar a procedência antes de utilizá-lo.
23/10/2026
Anvisa endurece regras para uso compassivo da polilaminina e gera debate
Anvisa restringiu o uso compassivo da polilaminina após registro de nove óbitos, mantendo a exigência de critérios clínicos definidos em estudo em andamento.
23/10/2026
Policial e jovem se envolvem em briga em parquinho de praça após discussão sobre camisa com símbolo político
Um investigador da Polícia Civil e um adolescente se envolveram em uma briga corporal em um parquinho infantil, na noite de quinta-feira (22/10). Segundo o agente, a confusão começou após uma provocação relacionada a uma camisa política.