sexta-feira, 06 de março de 2026
Foto: Reprodução
O advogado goiano Matheus Menezes denunciou um suposto caso de discriminação após ser desclassificado no Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Inscrito como pessoa com deficiência (PCD), ele afirma que não recebeu adaptações nas provas físicas, mesmo após apresentar laudos médicos e solicitar ajustes à banca organizadora.
A Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela organização do certame, divulgou na última semana o resultado definitivo do exame físico. O nome de Matheus não aparece na lista de aprovados. Segundo o candidato, os critérios aplicados no TAF foram os mesmos utilizados para concorrentes da ampla concorrência.
De acordo com Matheus, sua condição de nanismo não foi considerada durante a avaliação. “Fizeram com que a gente realizasse as provas nos mesmos parâmetros das pessoas sem deficiência”, afirmou. Ele relata que apresentou documentação médica dentro do prazo exigido e solicitou adaptações específicas para a etapa física, mas diz que o pedido não foi atendido.
Vídeos encaminhados à imprensa mostram o candidato participando das provas de salto, corrida e flexões. Em uma das avaliações, foi exigido um salto de 1,65 metro — a mesma marca cobrada dos demais candidatos.
Na gravação, um fiscal comunica o resultado ao final da tentativa: “O candidato não atingiu o mínimo exigido pelo edital, que é de 1,65 metro. Infelizmente, candidato, será considerado inapto aqui nesta prova”.
Para chegar ao TAF, Matheus havia sido aprovado nas etapas anteriores do concurso, incluindo provas objetiva, discursiva e oral. Segundo ele, a ausência de adaptação no exame físico resultou em uma eliminação injusta.
“De forma preconceituosa e discriminatória, eles não adaptaram o TAF”, afirmou.
O edital do concurso estabelece que 10% das vagas sejam destinadas a candidatos com deficiência. O documento também prevê a possibilidade de condições especiais para a realização das provas, desde que o candidato apresente laudo médico comprovando a deficiência.
Conforme as regras do certame, o laudo deveria ser original ou cópia autenticada, emitido até 90 dias antes do término das inscrições, informando a espécie e o grau da deficiência. Matheus afirma que entregou toda a documentação exigida dentro do prazo.
O edital ainda menciona que, quando houver viabilidade técnica e legal, devem ser concedidas adaptações nas provas para que candidatos PCD possam participar do concurso em condições de igualdade com os demais.
A reportagem procurou a Fundação Getulio Vargas (FGV) e a Academia de Polícia Civil de Minas Gerais (Acadepol), responsável pela execução das provas, para comentar o caso.
Até a publicação desta matéria, no entanto, não houve retorno das instituições. O espaço permanece aberto para manifestação.
Com informações de Mais Goiás.
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