Brasil

Sigilo do vídeo da reunião ministerial é retirado e Bolsonaro reage

POR Ana Carolina Morais | 23/05/2020
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Marcos Corrêa / PR

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No fim desta sexta-feira (22), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, decidiu por levantar o sigilo do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, que é apontado como uma das principais comprovações da denúncia de interferência política na Polícia Federal efetuada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, contra o presidente Jair Bolsonaro – que reagiu ao material, posteriormente, com publicações em sua conta no Facebook e pronunciamento em live.

 

 

Em sua postagem, o presidente afirma que, com a divulgação do vídeo, “mais uma farsa (foi) desmontada”. Além disso, ainda acrescentou não haver “nenhum indício de interferência na Polícia Federal”, juntamente à uma passagem bíblica “João 8,32 – ‘conhecerei a verdade e a verdade vos libertará”. Estas manifestações foram inseridas juntamente à um trecho da reunião ministerial divulgada.

 

 

Durante a reunião, Bolsonaro afirmou que não iria esperar “foder minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura. Vai trocar, se não puder trocar, troca o chefe dele; não pode trocar o chefe, troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira”. Segundo o presidente, ele estava se referindo a equipe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Já para Sergio Moro, a referência era à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

 

 

Também houveram manifestações do presidente, na reunião, sobre lhe faltarem informações oficiais. “Eu não posso ser surpreendido com notícias. Pô, eu tenho a PF que não me dá informações. Eu tenho as inteligências das Forças Armadas, que não tenho informações. Abin tem os seus problemas, tenho algumas informações. Só não tenho mais porque tá faltando, realmente, temos problemas, pô! Aparelhamento, etc. Mas a gente não pode viver sem informação”, disse.

 

 

Ainda foi afirmado por Bolsonaro que ele não estaria excedendo por desejar possuir informações. “A questão estratégica, que não estamos tendo. E me desculpe, o serviço de informações nosso, todos são uma vergonha! Que eu não sou informado! E não dá pra trabalhar assim. Fica difícil. Por isso, vou interferir! E ponto final, pô! Não é ameaça, não é uma extrapolação da minha parte. É uma verdade”, concluiu.

 

 

Em outro trecho do vídeo, Bolsonaro afirma estar armando a população porque não quer uma ditadura no país. “Olha como é fácil impor uma ditadura no Brasil. Por isso eu quero que o povo se arme, a garantia de que não vai aparecer um filho da puta e impor uma ditadura aqui. A bosta de um decreto, algema e bota todo mundo dentro de casa. Se ele tivesse armado ia para rua. Se eu fosse ditador, eu desarmava como fizeram todos no passado”, disse o presidente.

 

 

Confira a reunião ministerial do dia 22 de abril na íntegra:

 

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